302. O Discurso do Rei

domingo, 20 de fevereiro de 2011
Postado por Selton Dutra Zen

Por escolha própria resolvi colocar um dos pôsters americanos de "O Discurso do Rei" para ilustrar este post, uma vez que o pôster brasileiro chega a ser um insulto ao próprio filme. Campeão de indicações ao Oscar deste ano (o que não significa que tem vantagens e mais chances de ganhar do que os outros, vide "Avatar" ano passado), uma coisa é certa: esta produção merece cada indicação! A mixagem de som é fabulosa, o figurino, bem como a fotografia, são extremamente eficazes ao retratar um mundo triste e sem vida, através da perspectiva do personagem principal, uma vez que a crise pela qual está passando é tão grande que ele é incapaz de conseguir encontrar alegria em algo, exceto sua casa e família, o que explica as atitudes arrogantes, nervosas e estressadas dele. Uma das categorias mais disputadas da noite será, ao meu ver, a de melhor edição. Exceto por "O Vencedor" todos os outros filmes merecem ganhar e possuem uma edição sublime. Mas eu acho que "O Discurso do Rei" perde, por pouco, de "127 Horas". Edição esta que aplica de forma inteligentíssima cortes de cena quase que imperceptíveis, que aliados a maravilhosa trilha sonora de Alexandre Desplat, que a pouco tempo já havia composto a trilha de "Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1", criam cenas irretocáveis. Os diretores de arte fazem um trabalho espetacular ao retratar uma Inglaterra na década de 30, que, no terceiro ato, declara guerra contra a Alemanha. Como se não bastasse, "O Discurso do Rei" nos presenteia com um elenco formidável, que inclui Colin Firth, fabuloso como no filme anterior em que atuou, "Direito de Amar", que lhe rendeu uma indicação ano passado. Contracenando com ele, Helena Boham Carter prova que consegue fazer mais do que a louca Bellatrix, da franquia "Harry Potter" ou até de um papel nos filmes de Tim Burton (seu marido). Aqui ela deixa sua interpretação esdrúxula de lado e encarna uma mulher normal, decidida a ajudar e apoiar o marido a qualquer custo. Vemos uma Helena muito diferente. Quase irreconhecível, que se não fosse por Melissa Leo, ela ganharia na categoria de atriz coadjuvante. Geoffrey Rush, também incrível fecha o elenco central. Mas quem brilha mesmo é Tom Hooper (o diretor), que consegue organizar todos estes talentos e elementos do filme de forma invejável. E para finalizar, "O Discurso do Rei" possui um roteiro brilhante que conta a história de um descendente do troco inglês que é gago. Seu problema começa quando tem que falar em público. Para ajudá-lo, sua esposa o leva a um terapeuta especializado nesta área para tratá-lo. Por algum motivo que, para falar a verdade, nem eu sei porque, não dou cinco estrelas para este filme, nem o considero excelente, mas com certeza, é um filme muito bom, que merece ser visto por todos. Esta produção pode ser até um meio de auto-ajuda para os que sofrem da mesma doença.


(Muito Bom)

Gênero: Drama
Duração: 118 min.
Ano: 2010

1 comentários:

Kahlil Affonso disse...

filme maravilhoso... carregado por excelentes atuações!

http://filme-do-dia.blogspot.com/